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Os Beatles e suas guitarras (e baterias!)

Os Instrumentos que criaram um Sonho

 

Terceira parte - 1961-1962

 

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  16 - Rosetti Solid:

Acabamento: Apenas uma borda branca em torno do corpo sunburst, variando de preto a vermelho
Modelo: Lucky 7
Captadores: dois captadores, modelo Royal
Alavanca: não
Início de Uso: Janeiro de 1961
Fim de Uso: Abril de 1961
Características: Ao assumir o posto de baixista dos Beatles, posto este recusado por George, Paul reformou a surrada Rosetti, transformando-a em um "baixo artesanal".
Destino: Assim que chegou em Hamburgo, para a segunda temporada na cidade, a Rosetti foi destruída no palco, bem ao estilo The Who. Paul passou a ser o pianista, acabando com o velho piano do Top Ten Club.

   Após os quatro shows em Dezembro de 1960, onde Chas Newby foi o baixista, a vaga ficou ociosa. Como George, guitarrista nato recusou-se a ocupá-la, sobrou para Paul a tarefa de ser o novo baixista dos Beatles. Como havia acabado de pagar as prestações de sua Rosetti, estando sem dinheiro após o fiasco de Hamburgo, ele resolve adaptar a sua guitarra, trocando os dois captadores por um individual, localizado junto à ponte. Removeu também o escudo, para caber o novo captador. Como cordas para baixo eram caras (cerca de £ 2), ele furtava cordas dos pianos dos clubes onde tocavam e colocava 3 (!!!) cordas na Rosetti.

    Entre Fevereiro e Março o grupo se apresentava com dois baixistas, Paul e Stu. Mas o "baixo" de Paul quase nunca estava plugado no amplificador. Elel não ficaria muito tempo com este "monstro", comprando um baixo de verdade em Hamburgo, que será sua marca registrada. A Rosetti seria "destruída" no palco, com John pulando sobre os pedaços. Stu emprestou seu Hofner para Paul por 2 semanas.

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 17 -Hofner

Acabamento: sunburst, variando de marrom escuro a claro
Modelo: 333
Captadores: dois captadores, modelo Hofner "Super Response"
Início de Uso: Janeiro de 1960
Fim de Uso: Abril de 1961
Características: Baixo semi-acústico, com aberturas em "f" e escudo preto, fabricado na Alemanha.
Destino: Abril de 1961, Stu emprestará seu Hofner para Paul, agora o baixista da banda, mas com um baixo improvisado. Nesta segunda turnê dos Beatles em Hamburgo, ele volta a tocar seu Hofner (Paul havia comprado um novo instrumento), em algumas noites no Top Ten Club. Ambos dividiam o posto de baixista, com Paul também tocando piano. O instrumento retornou definitivamente para Stu e ficaria com sua família após seu falecimento, em Abril de 1962, até ser leiloado na Sotheby's em 28 de agosto de 1986. Foi vendido por £ 9.500.

    Assim que retornou à Liverpoool para tratar da volta dos Beatles para Hamburgo, Stu curtiu tocar com os rapazes novamente.

    Assim, nesta rara foto ao lado pode-se ver John e sua Rickenbacker e Stu (encoberto), com seu Hofner.

   

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 17 - Hofner

Acabamento: marrom degradê
Modelo: 500/1
Captadores: dois captadores, um na base do braço e outro no meio do corpo
Início de Uso: Abril de 1961
Fim de Uso: Setembro de 1963
Características: baixo de corpo ôco, com o clássico desenho em forma de violino. Possuía um escudo branco.
Destino: Deixou de ser o instrumento principal quando a Hofner deu um novo modelo a Paul. Após algumas modificações ele ficou como baixo reserva nos shows até 1965. Foi usado no White Album e no vídeo de Revolution, sem o escudo. Na primeira semana de Janeiro de 1969, ele foi roubado dos Estúdios Twickenham, onde estavam filmando Let It Be.

   Paul vinha usando o baixo de Stu, já que este havia saído do grupo às vésperas das gravações com Tony Sheridan. Mas ele não se sentia à vontade com o instrumento invertido. Decidiu ir à loja Steinway Musichaus, em Hamburgo, onde os Beatles estavam fazendo sua segunda turnê. Ele queria comprar um baixo Fender, mas o preço era proibitivo para o jovem músico: £ 100.

    Então, ele viu o instrumento que, junto com a Rickenbacker de John, seria o ícone dos Beatles. Um simpático instrumento que, por ser completamente simétrico, agradou ao músico canhoto. Seu pequeno peso também foi um fator que agradou à Paul, pois tinha um som encorpado, sem pesar nos ombros. Ele pediu ao vendedor um modelo para canhoto, que na verdade só alterava a posição do escudo e dos controles. Muito provavelmente este Hofner de Paul foi o primeiro modelo para canhotos feito pela fábrica Alemã, especificamente para ele.

    O preço, £ 30, foi outro ponto crucial para a aquisição do baixo, pago em 10 módicas parcelas. O som encorpado e a leveza cativaram Paul.

    As primeiras gravações deste baixo foram feitas em Hamburgo, acompanhando Tony Sheridan. Ele pode ser ouvido em My Bonnie, The Saints, Cry For A Shadow, Why, Nobody's Child, Ain't She Sweet e Take Out Some Insurance..., todas em Junho de 1961. Em Maio de 1962, mais uma vez em Hamburgo com Toni Sheridan, gravou as músicas Sweet Georgia Brown e Swanee River.

    Em Junho de 1962 foi usado na audição para George Martin, nos estúdios de Abbey Road, nas músicas Besame Mucho, Love Me Do, P.S. I Love You e Ask Me Why. Depois, em Setembro, foi usado na primeira sessão de gravação oficial dos Beatles, How Do You Do It e Love Me Do. As últimas gravações de 1962 com o Hofner foram em Novembro, com as músicas Please Please Me, Ask Me Why e Tip Of My Tongue

    Este novo baixo demandava mais amplificação, que o velho Elpico já não podia prover. Paul passa a usar o Truvoice de George, que comprou o Gibson de Stu.

     Cena histórica ao lado: Paul e Stu juntos com seus baixos, no Top Ten

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 17b - Neoton Futurama Grazioso Resonet:

Acabamento: sunburst vermelha
Captadores: três captadores, semelhantes aos da Fender
Alavanca: sim
Início de Uso: Novembro de 1959
Fim de Uso: Agosto de 1961
Características: Guitarra elétrica de corpo maciço, bem semelhante à Stratocaster.
Destino: Em 1964, George deu esta guitarra para uma rifa entre os leitores da revista Beat Instrumental, cujo editor era Sean O'Mahony (que iria fundar a Beatles Book). O ganhador foi A.J. Thompson que, por não tocar guitarra, aceitou dinheiro em troca. O'Mahony tem a guitarra até hoje.

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        George usou sua surrada Futurama nas gravações feitas em Hamburgo, acompanhando o cantor inglês Tony Sheridan.

        Ela pode ser ouvido em My Bonnie, The Saints, Cry For A Shadow, Why, Nobody's Child, Ain't She Sweet e Take Out Some Insurance..., todas em Junho de 1961.

       

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 18 - Rickenbacker Capri:

Acabamento: madeira clara envernizada
Modelo: 325
Captadores: três captadores Rickenbacker
Alavanca: sim, modelo Kaufmann
Início de Uso: Agosto de 1960
Fim de Uso: Agosto de 1961
Características: Guitarra elétrica de corpo ôco, escala curta e escudo dourado.
Destino: Em Agosto de 1961, John foi até a loja Hessy's Music, onde Chris Huston, dos Undertakers, mudou a alavanca original e reparou alguns botões.

        De Volta à Hamburgo, John pode ter registrado o som de sua guitarra nas primeiras gravações para Bert Kaempfert.

        Seu som metálico inconfundível pode ser bem apreciado em My Bonnie, The Saints, Cry For A Shadow, Why, Nobody's Child, Ain't She Sweet e Take Out Some Insurance..., todas em Junho de 1961.

        Mas ela ainda passaria por mais mudanças e reformas. As principais sempre foram os botões, que John perdia com uma assiduidade impressionante!.

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   18b -Bateria Premier:

Acabamento: "Blue Pearl"
Modelo: 54
Início de Uso: Fevereiro de 1960
Fim de Uso: Agosto de 1962, com os Beatles.
Destino: Não se sabe o paradeiro desta bateria.

Logo original: Nenhum
Bumbo: 20"x14"
Surdo: 16"x16"
Tom-tom: 12"x8"
Caixa: Royal Ace - 14"x5"
Ride: Zyn 18"
Crash: Zyn 16"
Hi-Hat: Zyn 14"

   Com esta bateria Pee Best gravou seu nome na história dos Beatles. Ele tocou, em Junho de 1961, todas as músicas para a Polydor: My Bonnie, The Saints, Ain't She Sweet, Cry For A Shadow, Why, Nobody's Child e Take Out Some Insurance On Me Baby. Depois, em Maio de 1962, em Sweet Georgia Brown e Swanee River.

   Finalizando sua carreira fonográfica com os Beatles, ele tocou na primeira audição para a E.M.I.: Love Me Do, P.S. I Love You, Besame Mucho e Ask Me Why, em Junho de 1962

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   18c - Gretsch Duo Jet:

Acabamento: preta
Modelo: PX 6128
Captadores: dois captadores DeArmond, single-coil
Alavanca: sim, modelo Bigsby
Início de Uso: Agosto de 1961
Fim de Uso: Junho de 1963
Características: Guitarra elétrica de corpo maciço, bem semelhante à Les Paul, com escudo prateado e bordas brancas.
Destino: Ao final de 1963, George deu esta guitarra para seu amigo alemão Klaus Voormann, que mudou um de seus captadores e ficou com ela por 20 anos!. Depois que o técnico Alan Rogan restaurou o captador original, George usou-a no disco Cloud Nine, além de posar para a capa com ela.

   George estava cansado de sua Futurama, difícil de tocar por causa das cordas altas. Ele caiu de amores por uma Fender Stratocaster branca, que ele viu na Steinway Musichaus, em Hamburgo. Como não tinha todo o dinheiro para comprá-la, ia fazer um empréstimo com Rory Storm. Mas este, na última hora, preferiu comprar a guitarra para Ty Brian, seu guitarra-ritmo. Quase rolou pancadaria entre John e Rory. Os grupos ficaram sem se falar por semanas.

    De volta à Liverpool e decidido a mudar de guitarra, George economizou cerca de £ 75. Estava querendo uma Gretsch e achou esta guitarra em um anúncio no Liverpool Echo , colocado por um marinheiro que a trouxe da América. "Só Deus sabe como eu me virei para conseguir as 75 libras, lembra-se George no livro Anthology Parecia uma fortuna, que carreguei em minha carteira, rezando para ninguém me roubar".

    Ela foi usada em todos os shows, programas de rádio e na audição para a gravadora Decca, em Janeiro de 1961.

   Em Maio de 1962 ela foi usada na última gravação para Bert Kaempfert, em Hamburgo: Sweet Georgia Brown.

    Em Junho de 1962 ela entraria para a história dos Beatles: foi usada na audição para George Martin, nos estúdios de Abbey Road. George usou-a em Besame Mucho, Love Me Do, P.S. I Love You e Ask Me Why. Depois, em Setembro, novamente foi usada na primeira sessão de gravação oficial dos Beatles, How Do You Do It.

    As últimas gravações de 1962 com a Duo Jet foram em Novembro, com as músicas Please Please Me e Tip Of My Tongue.

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   19 - Rickenbacker Capri:

Acabamento: madeira clara envernizada
Modelo: 325
Captadores: três captadores Rickenbacker
Alavanca: sim, modelo Bigsby B-5
Início de Uso: Agosto de 1961
Fim de Uso: Setembro de 1962
Características: É a mesma guitarra anterior. Apenas teve a alavanca e os botões trocados.
Destino: Foi a "guitarra de trabalho" em todos os shows e gravações, sendo reformada novamente, como veremos, antes de ser "aposentada".

   John se identificou tanto com esta guitarra que resolveu melhorá-la. Chris Huston, do grupo Undertakers, era uma espécie de "técnico em eletrônica de guitarras", pois havia feito várias mudanças no seu instrumento.

    Como a alavanca original da Rickenbacker era muito frágil, o modelo Bigsby passou a ser o "sonho de consumo" dos guitarristas de Liverpool. John e Chris foram até a loja Hessy's Music, um quarteirão abaixo do Cavern Club. Lá, numa "operação cirúrgica", eles mudaram a alavanca original, que desafinava o instrumento, e trocaram alguns botões, que haviam caído, provavelmente nas memoráveis noites de Mach Schau em Hamburgo.

    A alavanca e a ponte originais foram presenteadas a Johnny Guitar, dos Hurricanes de Rory Storm. Ele colocou-as em sua guitarra Guyatone, que está com ele até hoje. Este gesto de John enterrou qualquer ressentimento sobre a Fender de George.

    Por ter a escala curta, permitia que John, com seus dedos longos, alcançasse notas que dificilmente faria com guitarras convencionais.

    As primeiras gravações com a guitarra reformada foram Sweet Georgia Brown e Swanee River, durante a terceira visita a Hamburgo, em Maio de 1962.

    Em Junho ela seria usada na audição para George Martin, em Besame Mucho, Love Me Do, P.S. I Love You e Ask Me Why. Depois, em Setembro, novamente foi usada na primeira sessão de gravação oficial dos Beatles, How Do You Do It.

    Ela foi usada em todos os shows, programas de rádio até Setembro de 1962, quando seria mais uma vez reformada.

 

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   20 - Gabinete para baixo Adrian Barber's "Coffin":

Dono: Paul
Início de Uso: Outubro de 1961
Fim de Uso: Março de 1963
Alto-Falantes:  15 polegadas

   O guitarrista Adrian Barber do grupo The Big Tree começou a construir gabinetes para guitarras e baixos não só de seu grupo, como para os músicos de outras bandas. Pela forma e tamanho eles logo foram apelidados de Coffins (caixões). Paul estava insatisfeito com a potência que tirava do Truvoice, pois seu gabinete era muito limitado. John e George estavam com aparelhagens muito melhores. Ele resolve então encomendar um gabinete para Barber.

    Inicialmente Paul usou o amplificador do Truvoice para "alimentar" o Coffin, conseguindo uma potência impressionante para a época. Seu baixo passou a soar alto, claro e potente.

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   21 - Amplificador Vox AC-30:

Donos: John e George (um para cada)
Início de Uso: Julho de 1962
Fim de Uso: Dezembro de 1962
Potência:  30 Watts
Alto-Falantes:  Dois, de 12" cada

   Brian Epstein, levando ao pé da letra cada recomendação de George Martin após a primeira gravação dos Beatles (melhorar o equipamento e trocar o baterista), foi até a Jennings Musical Industries (JMI), fabricante dos amplificadores Vox, para propor um acordo: a Jennings dava o equipamento que o grupo precisava e Brian assegurava que eles fariam toda a propaganda que a fábrica desejasse. E mais: que eles nunca usariam outra marca enquanto ele fosse o empresário deles. E cumpriu sua palavra.

    Estes novos amplificadores tinham acabamento bege, dois alto-falantes e tripés cromados. Em alguns meses uma nova estratégia de Brian faria com que os amplificadores fossem reformados. O preço de tabela era  £ 105 (£ 1.340 em valores atuais).

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   22 - Gibson ES-335:

Acabamento: sunburst
Modelo: 335T
Captadores: dois captadores Humbucking
Alavanca: sim, modelo Bigsby
Início de Uso: Julho de 1962
Fim de Uso: Julho de 1962
Características: Guitarra semi-acústica, com duas aberturas em "f".
Destino: George viu esta guitarra e fez questão de posar para uma foto.

     George  estava nos bastidores do show dos Beatles no Tower Ballroom, em 27 de Outubro de 1962, quando viu o guitarrista Joe Brown com esta 335.
 

    Assim que Brown foi ao banheiro, George pegou a guitarra e pediu para tirarem um foto com ela. Em 1965 ele compraria sua própria 335.

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  23 - Amplificador para baixo Quad  II

Dono: Paul
Início de Uso: Agosto de 1962
Fim de Uso: Abril de 1963
Potência: 15 watts, com saída de 50 watts.

     Com John e George usando novos e potentes amplificadores, já era hora de Paul aposentar o "surrado" Truvoice. A Vox ainda não fabricava amplificadores para baixo. Após uma discussão com o grupo "The Big Three", que também empresariava, Brian Epstein ficou com seu equipamento.

   
Entre as peças estava um amplificador totalmente modificado por Adrian Barber, resultando em um potente aliado ao som dos Beatles.

   Na foto abaixo, o Quad de Paul está embaixo do Vox.

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   23b - Bateria Premier

Acabamento: "Duroplastic" mogno
Modelo: 54
Início de Uso: Agosto de 1962 (com os Beatles)
Fim de Uso: Janeiro de 1963
Destino: Apenas a caixa desta bateria está com Ringo até hoje.

Logo original: "Ringo Starr"
Bumbo: 20"x14"
Surdo: 16"x16"
Tom-tom: 12"x8"
Caixa: Royal Ace - 14"x4"
Ride: Zyn 18"
Crash: Zyn 16"
Hi-Hat: Zyn 14"

   Enquanto esteve com os Hurricanes, Ringo usou as iniciais "R-S" pintadas em sua pele frontal e que podiam ser entendidas como "Rory Storm" ou "Ringo Starr". Um pouco depois pintou "Ringo Starr na pele fontal. Foi com este "look" que ele fez o seu "debut" com os Beatles, no Cavern Club, em 18 de Agosto.

   A primeira gravação dos Beatles na E.M.I., em 4 Setembro, foi a estréia desta bateria em gravações do grupo. Foram tocadas How Do You Do It e Love Me Do. Nas gravações do dia 11 de Setembro, Ringo tocou apenas numa primera versão de Please Please Me.

   Encerrando as gravações do ano de 1962, Ringo usou sua Premier no dia 26 de Novembro em Please Please Me, Ask Me Why e Tip Of My Tongue.

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   23 - Gibson Jumbo

Acabamento: sunburst
Modelo: J-160E
Captadores: um
Início de Uso: Setembro de 1962
Fim de Uso: Abril de 1968
Características: Violão acústico/elétrico. O captador ficava originalmente junto ao braço.
Destino:
Numa entrevista em 1976, George disse que deu este violão. Só isso!

    Em 10 de Setembro de 1962, George, John e Brian Epstein entraram na loja Rushworth and Dreaper's Music, em Liverpool, para comprarem dois violões, já que o staff da EMI continuava reclamando de seus instrumentos. E esta era mais uma chance de Brian fazer um acordo de propaganda, agora com a loja de instrumentos de Liverpool.

    Os violões, exatamente iguais, foram consignados por Brian em nome dos dois, no valor de £ 161 (£ 2.050 em valores atuais). Na confusão, George ficou com o instrumento originalmente destinado para John, como atesta a nota e o número de série

    George usou o novíssimo instrumento a partir da sessão de gravação do dia 11 de Setembro, na música Love Me Do. Depois gravou sua parte em Ask Me Why, em Novembro.

    Com raras exceções, este foi o violão usado por George em todas as gravações, até as famosas fitas com versões acústicas gravadas em sua casa, para o White Album.

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   24 - Gibson Jumbo

Acabamento: sunburst
Modelo: J-160E
Captadores: um
Início de Uso: Setembro de 1962
Fim de Uso: Dezembro de 1963 (instrumento original, roubado)
                  Agosto de 1967 (o instrumento novo)
Características: Violão acústico/elétrico. O captador ficava originalmente junto ao braço.
Destino: Durante a "super-produção" The Beatles Christmas Show, idealizada por Brian, onde os Beatles tocaram no Astoria Cinema, Finsbury Park, Londres, o "Jumbo" de John foi roubado nos bastidores, entre os dias 24 e 31 de Dezembro de 1963, para desespero de Mal Evans. Outro instrumento igual foi comprado e até hoje está em poder de Yoko. Serviu inclusive de modelo para a série comemorativa da Gibson, em edição limitada de 250 unidades, a um custo de US$ 3,000 cada.

    John usou este violão na gravação de 11 de Setembro, Love Me Do.

    Depois, em todas as gravações "acústicas" dos Beatles, em programas de rádio e TV e como instrumento reserva nos shows. Depois do roubo ocorrido no Finsbury Park, John passou a usar guitarras mais baratas como instrumentos de reserva, como veremos adiante.

    Ele gostava tanto deste instrumento que, em muitos shows, usava-o plugado, bem estridente. Outras vezes, toda a base ritmica das gravações era feita com ele. Isto fica bem evidente no álbum A Hard Day's Night, onde em quase todas as músicas este violão estava presente.

 

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   25 - Rickenbacker Capri:

Acabamento: preta
Modelo: 325
Captadores: três captadores Rickenbacker
Alavanca: sim, modelo Bigsby B-5
Início de Uso: Outubro de 1962
Fim de Uso: Agosto de 1964
Características: É a mesma guitarra anterior. Agora ela foi pintada de preto, pelo pintor de ônibus Charles Bantam, de Birkenhead. 
Destino:
Em 1972 foi reformada por Ron DeMarino, em Nova Iorque, retornando ao seu acabamento original. Foi possivelmente usada na gravação de  "Stepping Out", do LP Double Fantasy, e também de "Walking On Thin Ice", em Dezembro de 1980. Atualmente esta guitarra está  em poder de Sean Lennon.

    A razão para esta nova reforma era a estratégia de Brian Epstein de combinar roupas e instrumentos: tudo preto!

    As últimas gravações de 1962 com esta guitarra foram em Novembro, com as músicas Please Please Me, Ask Me Why e Tip Of My Tongue.

    Ela foi usada em todas as gravações e apresentações até os shows no Carnegie Hall, em Nova Iorque, no dia 12 de Fevereiro de 1964. Foi quando o presidente da Rickenbacker presenteou John com um novo modelo, a 325 Jetglo. Depois, fez uma breve aparição nas gravações do álbum Beatles For Sale, sendo definitivamente aposentada.

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